A capital da Paraíba, João Pessoa, é uma terra
que seduz pela beleza, pelo povo e
principalmente pelo pedaço da história que ali
ficou registrado. Na cidade é fácil ver ricas
paisagens que mesclam o moderno e o antigo.
João Pessoa é a terceira cidade mais antiga do
Brasil – completou 422 anos no dia 5 de agosto
de 2007 –, pois já surgiu como sede da capitania
real sem passar pelo estágio de vila, como
acontecia na época. A padroeira do dia de sua
fundação, Nossa Senhora das Neves, foi
homenageada, dando o primeiro nome à cidade.
Logo em seguida, com a União Ibérica, passou a
chamar-se Filipéia de Nossa Senhora da Neves.
Depois, com o domínio holandês, a denominação
passou a ser Frederica, em homenagem ao rei
Frederico II da Holanda.
Após a expulsão dos holandeses, o lugar passou a
ser chamado de Parahyba do Norte
por causa do principal rio que corta o
Estado e tem mais de 300 quilômetros de
extensão. O nome assim permaneceu até um dos
acontecimentos mais importantes da história
política brasileira do século XX: a morte do
então presidente da província João Pessoa, no
dia 26 de Julho de 1930. O fato culminou com a
Revolução de 30, da qual João Pessoa foi o herói
e mártir. Meses depois, o apelo do povo se fez
valer e um decreto determinou a mudança de Parahyba para João Pessoa.
De lá pra cá, a cidade cresceu e mesmo com o ar
bucólico das paisagens históricas e praias quase
inabitadas, desenvolveu-se economicamente com
base na indústria têxtil, cerâmica e atividade
agrícola. Agora, o turismo desponta como uma das
principais atividades econômicas, desenvolvendo
o lugar e gerando emprego e renda para a
população.
A cidade de João Pessoa possui cerca de 400
hectares de área no
Centro Histórico, onde
existe um grande número de construções com
valorosos detalhes e acabamentos. Toda essa
riqueza vem sendo restaurada, preservada e
protegida pelo Instituto do Patrimônio Histórico
e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) e
aguarda o processo de tombamento pelo Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
João Pessoa possui um vasto acervo arquitetônico
formado, principalmente, por construções
barrocas. A presença das ordens religiosas e o
rápido enriquecimento dos barões do açúcar e do
algodão deram à cidade monumentos que, ainda
hoje, impressionam pelo seu vigor e pela beleza
de sua construção.
A religiosidade dos colonizadores pontilhou a
Capital paraibana de templos com grande beleza arquitetônica, entre os quais se destacam: o
Conjunto de
São Francisco, Mosteiro de São Bento
e a Capela da Ordem Terceira do Carmo.
O conjunto arquitetônico de São Francisco,
formado pelo Convento de Santo Antônio e pela
Igreja de São Francisco, situados na parte alta
da cidade, foi concluído em 1770 e é o maior
destaque do Centro Histórico. A obra causa
impacto por sua grandiosidade e beleza do
acabamento, que inclui talhas em madeira
recobertas de ouro e ricas cantarias em pedra
com motivos portugueses e orientais, influência
da colonização portuguesa na China.
A beleza do conjunto barroco atrai visitantes de
todo o País e do exterior pela delicadeza dos
azulejos que formam os painéis frontais e
retratam a Paixão de Cristo. Totalmente
recuperado, o Conjunto de São Francisco foi
transformado em Centro Cultural, um espaço
aberto a oficinas e exposições que desenvolve
uma vasta programação artística e cultural.
Esta é João Pessoa, uma cidade que une o passado
ao futuro e se orgulha de receber bem quem a
visita.
Praias
A balneabilidade é perfeita nos 30 quilômetros
de praias da Capital da Paraíba. Nas nove praias
da cidade, o banho é apropriado em qualquer
época do ano, de forma segura e em águas
tranqüilas e mornas, com temperatura média de
28º.
O litoral pessoense possui
uma
ótima infra-estrutura de bares, restaurantes e
hotéis que oferece aos turistas dias
aconchegantes de estada, além de divertidos e
diversificados.
As
praias de João Pessoa têm cada uma sua
singularidade. As urbanas Bessa e Manaíra
possuem águas mais agitadas e ventos fortes,
sendo apropriadas à prática de esportes de
aventura com o surf, wind surf e kitesurf.
As mais freqüentadas pelo paraibano são Tambaú e
Cabo Branco. As águas de Tambaú são tranqüilas e
de lá, na maré baixa, saem passeios de barco até
as
piscinas
naturais de Picãozinho. Nas águas
transparentes pode-se fazer um mergulho em meio
a várias espécies de peixes. Cabo Branco tem
belos coqueirais e uma falésia gigantesca, além
e um calçadão para a prática de caminhada.
Depois, vêm Seixas – onde está o Ponto Extremo
Oriental das Américas –, Penha, Praia do Sol,
Jacarapé e Barra de Gramame, que são
praticamente desertas e oferecem visuais
incríveis. A infra-estrutura turística nessas
praias ainda não é a desejável, mas há
barraquinhas que oferecem pratos à base de
frutos do mar e uma cerveja bem gelada. Nelas a
grande opção é a prática das diversas
modalidades de esportes de aventura: 'trakking',
'mountain bike', canoagem etc.
Culinária
A gastronomia é exuberante e variada em João
Pessoa, onde o turista pode degustar pratos
típicos de quase todo lugar do mundo. Para ter
uma idéia, o visitante desfruta desde o
tradicional bode paraibano na brasa até uma
especial massa italiana. Isso sem falar nas
carnes com toques nordestinos, regadas aos
molhos de acerola, manga, café, maracujá ou
tamarindo.
Na capital há restaurantes sofisticados com
cardápios bem variados. Mas quem está de férias
prefere as
barracas padronizadas que servem deliciosos
petiscos e refrescantes coquetéis. Os
preços, mesmo nos
restaurantes considerados mais
'chiques', costumam ser bem convidativos.
Passeios
Quem visita João Pessoa deve conhecer alguns
recantos fantásticos que ficam nas cidades
vizinhas. A 20 quilômetros da Capital paraibana,
no
litoral Sul, está localizada a cidade do
Conde, onde há várias praias maravilhosas, com
destaque para Tambaba, bela e famosa por ser a
primeira do Nordeste onde a prática do naturismo
foi oficializada. Em Tambaba há muita
disciplina, regida pelo código de postura do
lugar, e visuais imperdíveis a exemplo de
cavernas, piscinas naturais, vastos coqueirais e
falésias imponentes. Esse santuário ecológico é
cercado por matas com árvores de grande porte e
inclui um labirinto de areia multicolorida,
resultado de erosão nas falésias. Também vale
uma visita às praias de Carapibus, Coqueirinho e
Tabatinga. Na região há lindas pousadas e
restaurantes muito bons.
Já no litoral Norte, na cidade de
Cabedelo, está
a
praia fluvial do Jacaré, onde se tem o pôr do
Sol mais famoso de todo o Nordeste, um momento
deslumbrante e poético oferecido pela natureza.
O vermelho-púrpura domina o horizonte, colorindo
as nuvens e o reflexo dos últimos raios solares
nas águas do rio Paraíba emociona quem lá se
encontra.
A Praia de Jacaré possui diversos bares voltados
para o poente, com mirantes e trapiches. O rio
que por ali passa, mais na frente encontra-se
com mar, um percurso que também pode ser feito
em pequenas embarcações. Às 17h, coincidindo com
o momento do Sol recolher-se, o 'Bolero de
Ravel' é executado por um saxofonista e
expandido por alto-falantes instalados nos
bares, enlevando ainda mais a beleza e a
singularidade do momento. A Praia de Jacaré fica
a dez quilômetros do centro de João Pessoa.
Também em Cabedelo está a
ilha de Areia
Vermelha, uma formação coralínea que se mostra
na maré baixa, proporcionando um passeio
delicioso. A ilha tem cerca de dois quilômetros
de extensão e está à frente da praia de Camboinha – conhecida como o 'caribe' paraibano,
um balneário muito prestigiado por paraibanos e
turistas de todo o mundo. Várias embarcações
fazem a travessia da beira mar até a ilha e o
trajeto de ida e volta custa R$ 10,00 por
pessoa.
Artesanato
Em João Pessoa, na praia de Tambaú, está
localizado o
Mercado de Artesanato da Paraíba
que oferece um 'mix' de peças produzidas em
várias cidades do Nordeste, todas
belas e originais.
A atividade artesanal paraibana destaca-se em
nível nacional por dois motivos: a diversidade
de suas técnicas e a manutenção de suas
características histórico-culturais. São
encontradas peças em cestaria, trançado,
cerâmica, couro, madeira, tecelagem, renda e
bordados, entre outros.
Mas a Paraíba é detentora de algo excêntrico: o
algodão geneticamente colorido. O Estado produz
o algodão em três cores: o verde, marrom e bege.
Em João Pessoa três lojas vendem as peças
produzidas como aval da Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com sede em
Campina Grande, localizada a 120 quilômetros da
Capital. A variedade é grande: são tapetes,
toalhas, roupas, acessórios, redes e outras
peças produzidas da maneira mais correta
ecologicamente, pois não poluem, não causam
alergia e nem desbotam.
Eventos
A Capital dispõe de uma nova estrutura hoteleira
composta por mais de seis mil leitos. Para a realização dos eventos, o
Centro de Convenções do Espaço Cultural José
Lins do Rego comporta três mil pessoas e, além
disso, suas instalações ainda incluem teatro e
cinema.